Madeirado. Credo!

Cuidado: Nem tudo é o que parece!

Nem tudo que parece madeira é madeira.

A madeira tem reputação e prestígio. Um material que se adaptou milhões de anos até ser do jeito que a conhecemos e consagramos. Madeira de verdade é a preferência de muita gente. Utilizada como material construtivo de convívio e contato diário. Material que acalma e conforta. Foi baseado nesta relação que alguns oportunistas criaram uma coisa chamada madeirado – infelizmente para iludir e enganar as pessoas. Madeirado imita artificialmente o aspecto visual da madeira. Mas madeira é muito mais que uma imagem. Madeira não é somente o que se vê. Madeira se sente, em todos os aspectos. Madeira é orgânica e espontânea e, contra isto, nenhuma imitação jamais poderá competir.

Madeirado surgiu como uma oportunidade de mercado. Madeira é comprada porque as pessoas conhecem. É algo cultural e já nascemos confiando na madeira. Madeirado quer pegar carona nessa relação. Uma turma de químicos tirou algumas fotos das madeiras mais comercializadas e fizeram reproduções artificiais em série. Hoje mais que nunca, utilizando subprodutos do petróleo, precisam convencer as pessoas leigas que aquilo que produzem em série é “madeira”. Se chamam de plástico não vendem. Se chamam de madeira estariam mentindo mais descaradamente. Foi assim que químicos e marketeros chamaram seu produto de madeirado. Adicionaram alguns nomes alternativos: melamina e piso vinílico, por exemplo. Atualmente batizam cada modelo com nomes compostos e parecidos da madeira natural. Tentam sempre confundir.

madeirado falso imitação cafona

Mas só pelo nome seria impossível superar o produto original. Tomaram algumas medidas para ganhar mercado: envolveram profissionais com premiações e recompensas. Passaram a espalhar que madeirado era melhor porque era impermeável e durava mais. Criaram margens interessantes para revendas. Começaram a promover seu produto como uma alternativa ecológica. Também como um material antibacteriano. Hoje todos entendem que produtos industriais e o plástico são os vilões do meio-ambiente. Mas até todos terem esse entendimento, continuam ganhando mercado e distorcem o que se conhece como produto sustentável.

Atualmente, com mais tecnologia, conseguiram melhorar a imagem da impressão e incluir toque para tentar parecer cada vez mais com madeira. Confundem mais o público leigo e por isso podem vender mais caro. Até os dias de hoje não revelam todos os compostos químicos que compõe o produto final. Seus riscos, tanto para quem corta e manuseia o produto quanto para quem conviverá diariamente com ele.

O pessoal da madeira – sem agência de propaganda e sem representação potente – não consegue legalmente acabar com o lobby industrial. Não consegue acabar com a farsa do madeirado. Não consegue revelar os químicos que vendem sem alerta de perigo. Não consegue que deixem de usar nomes de madeiras de verdade para vender algo artificial. Não consegue que deixem de confundir o público leigo.

O que dizem os profissionais da área?

Os químicos ambiciosos melhoraram bastante a qualidade da reprodução, inclusive imitando o toque da madeira. Inteligentes e perspicazes, preferiram usar fotos de madeiras com algum defeito natural para parecer menos artificial. Começaram a promover seu produto entre profissionais, distribuindo prêmios como milhagens. Jovens arquitetos que se formavam, chegavam no mercado sem conhecer nada diferente e achando que madeirado de melamina é só vantagem. Aprenderam a usaro material faz de conta sem qualquer medo ou vergonha.

Diversas marcenarias adaptaram sua produção e passaram a recomendar unicamente o madeirado. Por quê? Dois motivos. O primeiro, simplificar a vida  mandando embora a mão-de-obra especializada – marceneiros qualificados ou lustradores experientes. O que não estava previsto é que todos acabariam oferecendo exatamente o mesmo produto final. Sem qualquer vantagem competitiva. Produzem um produto pasteurizado, massificado e sem diferencial. Precisam hoje produzir por volume para sobreviver e com concorrência desleal de indústrias. Outro motivo é que não fazem idéia do mal que as partículas de melamina (pó de melamina e formaldeído) e o contato direto com este material causa nas pessoas. Trabalham tranquilos porque os químicos e ambiciosos conseguiram blindar a melamina. Já se sabe que é um produto com alta toxicidade e muito relacionado a doenças renais. Que liberam gases tóxicos e que, inclusive por isto, não pode ser reciclada.

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E porque alguém usaria uma imitação?

Em nosso entendimento, não inventaram nada mais confiável que madeira. Entendemos que imitações são cafonas. Pior quando tentam imitar um defeito para parecerem mais reais. Imitações são um freio para profissionais de arquitetura, design e marcenaria. Não se ganha reputação oferecendo um produto falso. Profissionais engessados não entenderem que um público exigente pede produtos autênticos. E que produtos autênticos não são descartáveis e geram repercussão.

Preferimos um material saudável no lugar de algo suspeito. Um material suspeito é aquele que de partida é perigosos e prejudiciais. Feitos com produtos que o Google já diz que fazem mal. Suspeitoso é um material que não pode ser reposto ou sustentável. Se não pode ser reciclado não poderia ser produzido em massa. Se não é biodegradável e contamina o planeta, não deveria ser sua opção.

Mas a indústria junto com a mídia insistem em tentar nos convencer do contrário. Promovem o uso da melamina com os velhos discursos mencionados anteriormente. Inundam o planeta com 1 milhão de toneladas melamina/ano. Sem qualquer descarte apropriado e criando móveis descartáveis. Enquanto isto, países influentes provam o uso legítimo da madeira como matéria-prima do futuro. 

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O que é que diferencia a madeira?

Madeira tem vantagens nítidas. É um elemento simples e pronto. É matéria-prima sustentável e seu ciclo de vida perfeito e bem resolvido. É um dos poucos elementos que podem ser repostos na natureza. É confortável, saudável, maleável.

Não poluí, não gasta água ou energia pois é um elemento pronto, não precisa ser transformado ou derretido. Se decompõe sem envenenar ar, rio ou solo. Tudo isto compõe a madeira. O cheiro, o toque, a cor, o envelhecimento fazem parte da madeira. Suas invisíveis propriedades antibacterianas, benefícios acústicos e isolamento térmico, isolamento elétrico e neutralidade eletrostática também são parte da madeira. Feromônios presentes na madeira são equivalentes aos da floresta e nos transmitem bem estar. Madeira sempre esteve presente no preparo de alimentos, na moradia, sempre coexistiu conosco. Madeira é confiável.

A madeira atravessou diversas civilizações, acompanhou o aumento demográfico e o aumento da expectativa de vida. É um material sem restrição de uso e de fonte inesgotável – quando fazemos nossa parte. Ou seja, madeira sempre será um meio de reverter nossos mal hábitos. É sinônimo de aconchego o que cria interesse para diversas coisas se parecerem com madeira. Mas madeira é muito mais que uma imagem. A madeira de verdade é completa. Suas diversas propriedades são únicas e ninguém consegue imitar.

Diferente das imitações, sabemos extamente o que é a madeira. Só que quanto mais você conhece, mas admira e usa madeira.

2018-04-02T08:15:43-03:00 maio 5th, 2017|madeira sustentável|
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